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"Moderno e Nacional" é o tema deste
nosso 6º Encontro do DOCOMOMO Brasil, cujo significado nos parece
relevante e pertinente no momento em que realizamos o nosso
seminário no Estado do Rio de Janeiro.
A representação brasileira do DOCOMOMO existe desde 1992 quando foi
instituído o núcleo nacional pela Prof. Anna Beatriz Ayrosa Galvão
dentro do Programa de Mestrado da Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade Federal da Bahia. Hoje o DOCOMOMO - Brasil
é presidido pelo prof. Hugo Segawa da Universidade de São Paulo e
conta com associados em todas as regiões do país.
O 6º Seminário, organizado pelo programa de pós-graduação em
arquitetura e urbanismo da Universidade Federal Fluminense, dará
continuidade às atividades desenvolvidas nos seminários precedentes.
O 1º e 2º Seminários foram organizados pelo Programa de
Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da
Bahia (Salvador, 1995 e 1997) e tiveram respectivamente como tema
"Universalidade e Diversidade do Movimento Moderno em Arquitetura e
Urbanismo no Brasil" e "Arquitetura, Espaço Público, Projeto
Social". O 3º Seminário promovido pela Fundação Bienal de São
Paulo/Instituto de Arquitetos do Brasil/DOCOMOMO (São Paulo, 1999)
teve como tema "A Permanência do Moderno". O 4º Seminário,
organizado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade Federal de Viçosa (Viçosa, 2001) teve como tema "A
Arquitetura Moderna Brasileira e os Processos Regionais de
Industrialização". O 5° Seminário, organizado pelo Departamento de
Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos/USP
(São Carlos, 2003) teve como tema "Arquitetura e Urbanismo Modernos:
Projeto e Preservação".
A 6ª edição do Seminário DOCOMOMO Brasil propõe o seu tema quase
como uma provocação: "Moderno e Nacional: Arquitetura e Urbanismo".
O objetivo do temário proposto é o de aprofundar o debate sobre
possíveis especificidades das realizações brasileiras no campo da
arquitetura e urbanismo nos últimos 70 anos e as repercussões
regionais, nacionais e internacionais destas. Discutir a idéia de
nacional nestas realizações e estabelecer um posicionamento crítico
frente ao panorama internacional, incluindo as idéias e ações no
campo da preservação e da produção da historiografia da arquitetura
moderna brasileira.
Os modernos responderam a partir do final dos anos 1930, às duas
questões fundamentais que se colocavam naquele período para os
arquitetos brasileiros. Propor um sistema que respondesse
adequadamente aos novos programas e ao avanço tecnológico e
responder mais adequadamente ao anseio de uma arquitetura, ao mesmo
tempo, nacional e funcional, dentro de um projeto de país voltado
para o futuro, ao contrário do passadismo do neo-colonial reinante
naquele período.
O florescimento da chamada "escola carioca" irá produzir uma
arquitetura que influenciará o país inteiro e se tornará nos anos
seguintes um dos símbolos da identidade nacional. Como defendeu
Lucio Costa a sua feição tão peculiar e o seu tão desusado e
desconcertante vigor irá delimitar diferenças do movimento moderno
internacional e antecipar o regionalismo que depois irromperá em
todo o mundo.
O conjunto de trabalhos apresentado discute o tema através da
diversidade de enfoques, com aproximações a questões como identidade
e modernidade, tecnologia e restauro, historiografia e documentação,
síntese ou integração entre artes e arquitetura. Surgem episódios
pouco conhecidos, ou a valorização de trajetórias profissionais
regionais que produzem aquela arquitetura que marcará a paisagem
moderna brasileira. Novas pesquisas também trazem a luz
esclarecimentos sobre a história consagrada da nossa arquitetura
moderna. A preservação do patrimônio edificado é lida nos trabalhos
nas duas vertentes que caracterizam a matéria no Brasil, ou seja, a
restauração e conservação das edificações modernas e a atuação dos
modernos na preservação das edificações e conjuntos antigos.
Com este seminário, a Universidade Federal Fluminense abre suas
portas para poder contribuir com o pioneiro trabalho do DOCOMOMO
brasileiro e realizar mais um fórum de reflexão sobre o
conhecimento, a documentação e a preservação da nossa arquitetura
moderna.
Niterói, novembro de 2005.
José Pessôa
Prof. Dr. Departamento de Urbanismo UFF
jsbpessoa@uol.com.br
.
CHAMADA
DE
TRABALHOS
A
Comissão
Organizadora,
em
nome
do DOCOMOMO Brasil e o
Programa
de
Pós-Graduação
em
Arquitetura
e
Urbanismo
da
Escola
de
Arquitetura
e
Urbanismo
da
Universidade
Federal
Fluminense
convida
todos
os
especialistas,
estudiosos
e
profissionais
preocupados
com
o
documentação,
conservação
e valorização da
produção
arquitetônica, urbanística e
paisagística
moderna
brasileira
para
participar
do 6º
Seminário
DOCOMOMO Brasil, dando continuidade aos
trabalhos
desenvolvidos
nos
1º e 2º
Seminários
organizados
pelo
Programa
de
Pós-Graduação
em
Arquitetura
e
Urbanismo
da
Universidade
Federal
da Bahia (Salvador,
1995 e 1997), no 3º
Seminário
promovido
pela
Fundação
Bienal
de
São
Paulo/Instituto
de
Arquitetos
do Brasil/DOCOMOMO
São
Paulo (1999), no 4º
Seminário,
organizado
pelo
Departamento
de
Arquitetura
e
Urbanismo
da
Universidade
Federal
de
Viçosa
(2001) e no 5°
Seminário,
organizado
pelo
Departamento
de
Arquitetura
e
Urbanismo
da
Escola
de
Engenharia
de
São
Carlos/USP (2003).
A 6ª
edição
do
Seminário
DOCOMOMO Brasil será realizada no
campus
da
Escola
de
Arquitetura
e
Urbanismo
da
Universidade
Federal
Fluminense,
RJ,
nos
dias
16 a 19 de
novembro
de 2005.
TEMA:
MODERNO
E
NACIONAL
A
arquitetura
moderna
foi
fundamental
para
a
construção
de
novas
imagens
de
identidade
nacional
para
as
jovens
nações
nas Américas, na África e na Ásia. No entre-guerras,
enquanto
em
Washington DC e na
União
Soviética
stalinista
novos
prédios
governamentais
eram construídos
em
estilo
neoclássico, e na Europa o
movimento
moderno
lutava
para
se
impor;
no Brasil, a
arquitetura
moderna
já
servia à
missão
de
representar
as mudanças da
Nova
República
e do
Estado
Novo.
A
integração
nacional
e a centralização
administrativa
foram expressas
em
prédios
como
os do
Ministério
da
Educação
e
Saúde
(1936-1945), do
Instituto
de Resseguros do Brasil (1941) e da
Associação
Brasileira
de
Imprensa
(1936-1938) na
antiga
capital,
Rio
de
Janeiro.
O
sufrágio
universal
e a
inclusão
de
novas
camadas
sociais
no
sistema
assistencial,
educativo
e censitário,
bem
como
o
sindicalismo
corporativista, consubstanciaram-se na
construção
em
todo
o
país
de inúmeras
escolas,
hospitais
e
grandes
conjuntos
de
habitação
social.
Os
programas
de
substituição
de
importações
e de modernização da
infra-estrutura
de
transporte
e
comunicação,
por
sua
vez,
concretizaram-se
em
dezenas
de
indústrias
e
em
obras
como
as do
Aeroporto
Santos
Dumont (1937-1944) no
Rio
de
Janeiro
e do
Centro
Técnico
de
Aeronáutica
em
São
José dos
Campos
(1947),
para
citar
apenas
dois
exemplos.
Embora
a
crença
na
técnica
e na
industrialização
como
mola
propulsora do
progresso
fosse
universal
e
arquitetos
e planejadores
modernos
do
mundo
inteiro
comungassem da
mesma
fé
na
verdade
nua e crua das
estruturas
em
concreto
armado e de
aço
e
vidro,
na
eficiência
do
gerenciamento
da
construção,
na equanimidade dos
componentes
pré-fabricados,
dos
tipos
e
programas
estandardizados de
habitação
mínima
para
todos;
em
terras
trópico-americanas,
este
utopismo do ex-novo singularizou-se na
procura
da
identificação
da
arquitetura
moderna
com
o
caráter
local,
as
diferentes
condições
históricas, culturais e climáticas, a
soberania
nacional
e as
ambições
desenvolvimentistas. No
impulso
modernizador encontrava-se
latente
tanto
a
humildade
de saber-se na
periferia
do
mundo
industrial
quanto
o
orgulho
de
saber
que
“sem
nós,
a Europa
não
teria tido
sua
Declaração
dos
Direitos
do
Homem”,
como
no
dizer
de Oswald de Andrade.
Orgulho
este
manifesto
em
curvas,
colunas
e
vãos
monumentais,
painéis ladrilhados,
treliças,
cobogós e
paisagismos
sub-equatorianos na
arquitetura
da Pampulha
em
Minas
Gerais,
do
Parque
Ibirapuera e do MASP
em
São
Paulo, do MAM e do
Pavilhão
de
São
Cristóvão no
Rio
de
Janeiro,
do
Teatro
Castro Alves na Bahia, e de Brasília;
mas
também
na
arquitetura
da
intimidade,
isto
é, nas
residências
particulares
da
elite
nacional.
O
temário
do
encontro
admite uma
diversidade
de
enfoques.
A
seleção
dos
trabalhos
se pautará na
observação
das especificidades da
arquitetura,
do
urbanismo
e do
paisagismo
no Brasil, reconhecendo
aproximações
a
questões
como
identidade
e modernidade,
tecnologia
e restauro,
conservação
e
projeto,
historiografia e
documentação,
síntese
ou
integração
entre
artes
e
arquitetura,
trabalhos
de
resgate
histórico,
análise
e
crítica,
ensino,
valorização cultural, tendo
como
base
estudos
de
casos
em
arquitetura,
urbanismo
e
paisagismo,
trajetórias
profissionais,
intervenções
de restauro e
conservação
e
ações
urbanísticas.
Formato
das
propostas
de
trabalho
O
Comitê
Científico
do 6º
Seminário
DOCOMOMO Brasil fará uma
seleção
de 72
trabalhos
para
comunicação
oral
e
painel
que
serão
selecionados
em
apenas
uma
etapa.
Só
serão
aceitos
trabalhos
completos
para
avaliação. Os
trabalhos
não
podem
ter
sido apresentados
em
outros
eventos
científicos.
O envio da
proposta
de
comunicação
completa
para
participação no
Seminário
deverá
ocorrer
até
as 24
horas
do
dia
31 de
maio
de 2005
para
o
e-mail
docomomo6@vm.uff.br
conforme
padronização
abaixo
especificada, E
TAMBÉM
em
3 (três)
cópias
impressas e CD-ROM
ou
disquete
contendo
todos
os
arquivos
gravados (vale
a
data
do
carimbo
de postagem)
enviados
para:
6º.
Seminário
DOCOMOMO BRASIL
COMISSÃO
ORGANIZADORA
Pós-graduação
em
Arquitetura
e
Urbanismo
Escola
de
Arquitetura
e
Urbanismo/UFF
Rua
Passo
da
Pátria,
156
São
Domingos
24210-240 Niterói RJ
O recebimento do
trabalho
será confirmado
por
e.mail.
Os
trabalhos
enviados
para
a
seleção
deverão
ser
organizados
com
a
seguinte
apresentação
e
conteúdo:
Na
primeira
página:
Nome
do
autor
principal,
titulação,
instituição
de
origem
e
função
acadêmica
(caso
existam),
endereço,
telefone
e
e-mail.
Demais
autores
(quando
houver), titulação,
instituição
de
origem
e
função
acadêmica
(caso
existam),
endereço,
telefone
e
e-mail.
Sessão
temática
proposta.
Nas
demais:
Título
do
trabalho
Resumo
(máximo
300
palavras).
Abstract
em
inglês
(máximo
300
palavras)
Palavras-chave (máximo
3).
Texto
e
ilustrações
sem
qualquer
identificação
de autoria.
Os
trabalhos
apresentados ao 6º
Seminário
Docomomo Brasil
não
deverão
exceder
o
total
de 20 (vinte)
páginas,
incluindo
resumo,
bibliografia,
notas
e as
ilustrações
(caso
existam) e excluindo a 1ª
página
com
identificação
de autoria.
As
ilustrações
deverão
ser
salvas
em
JPG e inseridas no
texto
próximas ao
trecho
a
que
se referem.
Para
não
sobrecarregar
o
arquivo,
recomenda-se
que
gráficos,
figuras,
fotos
e
qualquer
arquivo
gráfico,
estejam inseridos no
texto
em
padrão.JPG,
resolução
até
96 dpi. e
não
excedam a 2Mb no
total.
As
referências
deverão
ser
reunidas no
final
do
artigo
em
uma
relação
única
em
ordem
alfabética,
de
acordo
com
a NBR 6023:2002,
com
entre
linhas
simples,
espaço
de 6 pts
antes
e
depois.
Exemplos:
GUERRA,
Abilio. Lucio
Costa,
Gregori Warchavchik e Roberto Burle Marx:
síntese
entre
arquitetura
e
natureza
tropical.
São
Paulo: Vitruvius, 2002.
Disponível
em:
<http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp150.asp.> Acesso
em 07 mar. 2005, 17:46:30.
CAMPOFIORITO, Italo.
As primeiras
árvores.
Revista
do
Patrimônio
Histórico
e
Artístico
Nacional,
Rio
de
Janeiro,
n. 26, p. 10-21, 1997.
RIBEIRO,
Demétrio; SOUZA, Nelson;
RIBEIRO,
Enilda.
Situação
da
arquitetura
brasileira.
In: XAVIER, Alberto (Org.).
Depoimento
de uma
geração:
arquitetura
moderna
brasileira.
2. ed.
São
Paulo: Cosac & Naify, 2003. p. 203-207.
TOSTÕES,
Ana.
Os
verdes
anos
na
arquitetura
portuguesa dos
anos
50.
2. ed.
Porto:
FAUP publicações, 1997.
Os
trabalhos
apresentados ao
Comitê
Científico
do 6º
Seminário
Docomomo Brasil deverão
obedecer
à
seguinte
formatação:
· Todos
os
documentos
deverão
ser
apresentados
em
formato
A4,
com
todas as
margens
medindo 2,5 cm (dois
e
meio
centímetros),
sendo digitados
em
Word 6
para
Windows
ou
versões
mais
atualizadas do
mesmo
programa.
· Na
formatação
dos
parágrafos
escolher
a
opção
parágrafo
justificado.
· O
tipo
usado
para
os
títulos,
identificação
dos
autores,
resumo
e
para
o
corpo
principal
do
documento
deverá
ser,
obrigatoriamente, o
tipo
Arial, obedecendo aos
seguintes
critérios:
· Identificação
de autoria:
Nome
do
Autor
- Arial (Negrito),
corpo
11; titulação
acadêmica,
instituição
de
origem
e
função
acadêmica
(caso
existam) - Arial,
corpo
10.
· Título
do
trabalho:
Arial (Negrito),
corpo
14; sub-títulos (caso
existam): Arial (negrito),
corpo
12.
·
Resumo
e abstract: deverão
ser
digitados
em
Arial,
corpo
11,
entrelinha
1,5, justificado.
máximo
de 300
palavras.
· O
texto
principal
deverá
ser
digitado
em
Arial,
corpo
11,
entrelinha
1,5, justificado e
sem
tabulação de
parágrafos.
Entretanto,
os
blocos
de
texto
deverão
estar
separados
entre
si
por
um
espaço.
· As
referências
bibliográficas e as
notas
ao
texto
(pé
de
página)
deverão
ser
digitadas
em
Arial,
corpo
10, justificadas.
· A
numeração das
figuras
(Figura
1,
por
exemplo),
seguida
da
legenda
em
corpo
10
normal,
deve
aparecer
logo
abaixo
das mesmas, centralizado.
Separar
do
texto
as
tabelas
e
figuras
com
1
linha
antes
e
depois
Prazos
31 de
maio
–
Prazo
final
para
envio dos
trabalhos
completos
de
comunicação
e painéis.
16 de
agosto
-
Informe
dos
resultados
da
seleção
final
dos
trabalhos.
16 de
novembro
-
abertura
do
evento.
As
comunicações
foram publicadas
em:
PESSÔA, José, et.
al.
Seminário
Docomomo Brasil (6, 2005: Niterói).
Anais
do 6º
Seminário
Docomomo Brasil. CD-ROM. ISBN 85-99618-01-6
As
conferências
e mesas-redondas foram publicadas
em:
PESSÔA, José, et. al.
Moderno
e
nacional.
Niterói: EdUFF, 2006. ISBN 85-228-0431-1
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