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O Recife: Gênese do Urbanismo 1927-1943

Joel Outtes

Recife, Massangana/Fundação Joaquim Nabuco, 1997. 252 p. ISBN 85-7019-285-1


O período 1927-1945 assinala o surgimento dos planos de urbanismo no Brasil e em especial nas suas três maiores cidades à época: Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. No Rio de Janeiro o urbanista francês Alfred Agache é contratado em 1927, publicando seu plano em 1930. Em São Paulo, o engenheiro Prestes Maia publica também em 1930 o seu trabalho conhecido como Plano de Avenidas, o qual servirá como orientação para as obras públicas municipais nas gestões de Fábio Prado e do próprio Prestes Maia durante o Estado Novo. O Recife talvez tenha tido uma das experiências mais ricas nesse campo. Por seu território passaram, durante esse período, algumas das figuras de maior projeção do urbanismo nacional e internacional, sendo apresentadas diversas propostas. Apesar disto, pouco se conhecia dessa experiência. O presente trabalho é auma tentativa de resgaste dessa história.

Trecho da introdução do Autor


SUMÁRIO
 

Cidade e saúde: a metáfora do corpo e o Recife
 

A campanha sanitária contra a febre amarela no século XVIII
 

O Estado na cidade: o Conselho Geral de Salubridade Pública da Província (1845)
 

As teorias sobre a origem das doenças no século XIX: contágio ou infecção?
 

As companhias de serviços urbanos: água e esgoto
 

Uma utopia urbanística em meados do século XIX - O Plano de Edificação da Cidade

de d'Aquino Fonseca (1855)
 

Um olhar médico sobre a cidade
 

A cidade da peste
 

Curar o organismo urbano
 

Um higienismo científico
 

Um corpo doente: o Recife
 

Por um urbanismo eugênico

Velo(cidade) e beleza:planos e reforma urbana (1927-1931)
 

Pensar a cidade em fragmentos: o urbanismo de Domingos Ferreira (1927)
 

A possibilidade do urbanismo francês: a tentativa de contratação de Agache (1927)
 

As primeiras desapropriações e demolições (1927-1930)
 

Um urbanismo sem utopia: o projeto do Clube de Engenharia (1930)
 

A polêmica nos jornais (1931): Domingos Ferreira, José Estelita e Moraes Rego

O juízo final: o Plano Figueiredo e seu julgamento (1931-1934)
 

De volta às origens: Nestor de Figueiredo, do Rio ao Recife (1931)
 

A cidade pensada em equipe: a Comissão do Plano da Cidade (1931)
 

O plano e a polêmica: o esboço de Figueiredo (1932)
 

Uma planta sem raízes: o plano de Fernando Almeida (1931)
 

O plano (sem) Agache: o plano de Nestor de Figueiredo
 

O urbanismo à americana: o parecer de Washington de Azevedo (1933)
 

O Recife à luz do Plano de Avenidas de São Paulo: o parecer de Prestes Maia (1933)
 

O juízo final: o julgamento do Plano Figueiredo (1934)

O enterro do Plano Figueiredo e o batismo do Plano Corrêa Lima (1935-1936)
 

Um plano posto abaixo: o parecer de Atílio Corrêa Lima (1935)
 

Um contrato erguido sobre as ruínas da comissão (1935)
 

O Recife moderno na rota dos aviões e da cultura (1935)
 

Um bairro de tráfego veloz e pouco custo: o plano Corrêa Lima para Santo Antônio

(1936)
 

O arco-íris das classes sociais: o Regulamento das Construções (1936)
 

O plano de Atílio Corrêa Lima para a cidade (1936)
 

A inundação de intrigas: as críticas a Corrêa Lima (1936)
 

A ressurreição do Plano Figueireido para um Estado Novo e as sugestões de Ulhôa

Cintra (1937-1943)
 

Onde está o dinheiro? O empréstimo (im)popular da cidade (1937)
 

Uma velha comissão para um Estado Novo (1937)
 

O símbolo moderno da ditadura fascista: a avenida Dez de Novembro (Guararapes)

(1938-1943)
 

Os saudosistas dos pardieiros na cidade das ruínas (1938-1940)
 

O Plano de Avenidas no Recife? As sugestões de Ulhôa Cintra (1943)
 


JOEL OUTTES é arquiteto, historiador, mestre em Desenvolvimento Urbano pela UFPE e doutorando na University of Oxford. Possui Diplôme d'Etudes Aprofondies na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Foi premiado com o Harold Blakemore Essay Prize 1994 pela British Society for Latin American Studies. O livro acima foi sua dissertação de mestrado e recebeu o Prêmio Nelson Chaves 1991, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, na área de História.

 
     
 

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