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Arquitetura Nova:
Sérgio
Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefèvre,
de Artigas
aos Mutirões
Pedro Fiori Arantes
São Paulo, Editora 34, 2002; 256 p. ilus. ISBN 85-7326-251-6
Caro Pedro, quero cumprimentá-lo pelo seu trabalho de fim de curso,
que é notável por muitas razões, especialmente pelo grau de
conseqüência. Você tirou as suas conclusões a respeito da situação
de classe da arquitetura em países como o nosso, tomou posição
prática em função delas, indo trabalhar junto aos movimentos de
moradia, e tratou de estabelecer o histórico do problema, de modo a
esclarecer o quadro em que estamos. O resultado é uma história
concisa, mas muito articulada, do impasse da arquitetura brasileira,
de esquerda e moderna, diante das questões da habitação popular.
Trecho do pósfácio de ROBERTO SCHWARZ
Pedro Arantes retorna corretamente ao momento crucial da história da
arquitetura em São Paulo - a década de 1960 -, no qual as
contradições se exacerbavam entre os partidários de uma pedagogia do
desenho, como meio de superação de carências sociais, e os
defensores de uma pedagogia do canteiro, que priorizaria espaços de
participação onde pudessem conviver o pensamento e a ação na prática
do construir. [...]
O resultado redimensiona a história das relações entre a arquitetura
e a habitação de interesse social, desde Artigas até as formas
atuais de construção autogerida, sinalizando carências e
impedimentos, mas deixando à mostra novas possibilidades estéticas e
políticas para a prática do arquiteto.
Trecho da orelha do livro por JORGE OSEKI
SUMÁRIO
Artigas e o desenho
O desenho da casa paulistana
O desenho industrial
1964: tijolos fora do lugar
Sérgio Ferro, Rodrigo e a tal da Arquitetura Nova
Arquitetos-pintores-cenógrafos, fazedores
A Pintura Nova
Flávio Império encena
A poética da economia e as abóbadas
1968: o lápis e o fuzil
Das abóbadas à luta armada: o racha no Fórum de 68
A resposta de Artigas: o Conjunto Zezinho Magalhães
Crítica, utopia e assalariamento
O canteiro e o desenho
Sérgio pintor e Rodrigo arquiteto-assalariado
Flávio nos anos 70
O fio da meada
Novos personagens entram em cena
Arquitetos na contramão
O canteiro e o desenho no mutirão autogerido
Lá
PEDRO FIORI ARANTES é arquiteto formado pela FAUUSP em 2000. Vem
desenvolvendo atividades de assessoria técnica para projetos de
mutirões. O livro é uma versão do seu trabalho de conclusão do
curso.
Leia
resenha de Ricardo Rocha sobre o livro no portal Vitruvius: www.vitruvius.com.br
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