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ARQUITETURA eM CAMPO GRANDE
Ângelo Marcos Vieira de
Arruda (org.)
Gogliardo Vieira Maragno,
Mário Sérgio Sobral
Costa
Campo Grande, UNIDERP, 1999. 261 p. ilus. ISBN 85-87392-01-8
Ainda assim, escassa que seja a margem de liberdade, ela existe.
Adultos, podemos mesmo colocar em questão a dieta consumida na
infância. Embora de seus efeitos seja impossível livrar-se
totalmente, podemos vê-la com olhar crítico, avaliá-la e
redirecionar hábitos e o que vale no plano individual pode
transportar-se para o plano maior da cultura, pois cultura afinal de
contas, é produto da ação de indivíduos se influenciando mutuamente.
Mas para avaliar é preciso conhecer, e para conhecer é preciso
documentar, como bem entenderam Ângelo Marcos Vieira de Arruda, Gogliardo Viera Maragno
e Mário Sérgio Sobral Costa. Eles sabem que a lista de artefatos com
que nos brindam é um primeiro passo, mas passo essencial, que já
teria valido por revelar o profissionalismo dessa jóia de escola de
Niemeyer. Campo Grande agradece, e a disciplina também.
Carlos Eduardo Dias Comas, do prefácio do livro
Decerto a capital do Mato Grosso do Sul não faz parte dos roteiros
arquitetônicos badalados, estando mais na rota daqueles que buscam
as belezas naturais do pantanal. Mas se o mote é urbano, Campo
Grande oferece algumas preciosidades e curiosidades arquitetônicas
dignas de atenção: uma escola de Oscar Niemeyer, uma casa de
Vilanova Artigas, outra de Siegbert Zanettini, um edifício de
Marcelo Fragelli ou de Luiz Paulo Conde, uma central telefônica de
Severiano Porto. Para o viajante incauto, essa pescaria
arquitetônica seria uma expedição inglória não houvesse um grupo de
arquitetos produzido o livro Arquitetura em Campo Grande. Trata-se
da primeira sistematização publicada sobre a arquitetura de uma
cidade que comemorou seu centenário em 1998.
Embora o formato não insinue, o livro pode ser lido e consultado
como um guia de arquitetura, a exemplo de publicações do gênero no
exterior. Tendo como eixo narrativo a arquitetura, o leitor poderá
conhecer a história da cidade na sucinta resenha que dá conta da sua
trajetória urbana, de seus engenheiros, arquitetos e demais
personagens. E precisamente uma centena de edifícios, realizados
entre 1939 e 1996, compõem um roteiro comentado e ilustrado com
fotos e desenhos, informações sobre os autores dos projetos e
localização de cada obra em mapas. Muitos arquitetos reconhecidos em
São Paulo e Rio de Janeiro deixaram suas marcas. Alguns se tornaram
campo-grandenses, como Rubens Gil de Camillo importante arquiteto
falecido ano passado, com obras significativas na paisagem da
cidade.
Campo Grande a partir dos anos 1970 tornou-se um eldorado econômico,
chamando migrantes de todo o país, incluindo nessas levas inúmeros
arquitetos. Essa presença de profissionais de todos os lados formou
um mosaico de influências e referências que este livro pioneiramente
buscou mapear.
SUMÁRIO
Introdução
Roteiro para manuseio
Nota metodológica
100 obras
Relação das obras
Relação dos programas arquitetônicos
Relação dos profissionais
Mapa de localização das obras
Fontes de pesquisa
ÂNGELO MARCOS VIEIRA DE ARRUDA (Penedo 1957) graduou-se em
Arquitetura e Urbanismo na UFPE em 1979 e mudou-se em 1980 para
Campo Grande, onde desenvolve intensa atividade profissional e
sindical, tendo fundado o Sindicato dos Arquitetos do Estado e
participado de várias comissões no setor público e autárquico.É
mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo PROPAR/UFRGS, professor do
curso de arquitetura da UNIDERP.
Ver
também:
Pioneiros
da
Arquitetura
e da
Construção
em
Campo
Grande
GOGLIARDO VIEIRA MARAGNO (Londrina 1961) graduou-se em Arquitetura e
Urbanismo na UFPR em 1983 e se estabeleceu em Campo Grande no mesmo
ano, desenvolvendo deste então intensa atividade profissional. É
professor do curso de arquitetura da UNIDERP e foi presidente da
Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura. É mestre em
Arquitetura pelo PROPAR/UFRGS.
MÁRIO SÉRGIO SOBRAL COSTA (São Paulo 1956) graduou-se em Arquitetura
e Urbanismo na Universidade Católica de Goiás em 1982. Desenvolveu
vários projetos na área cultural e atuou na COHAB, Fundação de
Cultura de MS e Secretaria de Estado da Cultura, bem como participa
de atividades sindicais e no IAB/MS. É professor do curso de
arquitetura da UNIDERP.
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