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Arquitetura da Modernidade
Leonardo Barci Castriota | Organizador
Belo Horizonte, Editora UFMG/IAB-MG, 1998. 310 p.ilus. ISBN
85-7041-157-X
A história de Belo Horizonte é a história de produção de ícones
urbanos e de novos espaços para uma nova sociedade. Os ícones
urbanos se fundam na grande capacidade da arquitetura de
materializar sentimentos e idéias, de incorporar significados à
matéria, de conferir vida a elementos inanimados. E assim em um
espaço onde o homem se deparava apenas com o vazio, começaram a
surgir, em pedra, barro e cal, suas aspirações de um novo mundo, de
uma nova sociedade, de uma nova organização política. É através da
arquitetura que aqui se celebra a nova república em grandes e
triunfais avenidas com pontos focais rigorosos e grandes paineiras,
com edifícios carregados dos símbolos da então nova ordem. Mas
também se precisava materializar a sede de progresso e renovação
ligada à idéia de modernidade e assim, no desenrolar da história,
construíram-se prédios e mais prédios, lagoas e bairros novos. O
progresso se marcava na primeira grande manifestação, em conjunto,
da arquitetura modernista, a Pampulha, mas também se marcava na sua
crítica mais contundente no país, o movimento pós-moderno mineiro.
A cidade nasce e cresce sob a égide da transformação e da
modernidade. A cidade que surgia, sem passado, precisava da
arquitetura para criar as referências e entidades urbanas onde as
pessoas se reconhecessem. A cidade que surgia, em uma geografia
cujos grandes atrativos se restringiam à serra e ao ribeirão,
precisava de outros atributos que complementassem sua paisagem, que
dialogassem com seu belo horizonte.
Trecho do prefácio de Flávio de Lemos Carsalade
SUMÁRIO
Belo Horizonte, a arquitetura da modernidade - Leonardo Barci
Castriota
A formação da cidade - Rodrigo Ferreira de Andrade, Beatriz de
Almeida Guimarães
A cidade republicana: Belo Horizonte, 1897/1930 - Celina Borges de
Lemos
O "Estilo Moderno": arquitetura em Belo Horizonte nos anos 30 e 40 -
Leonardo
B.Castriota, Luiz Mauro do Carmo Passos
A arquitetura em Belo Horizonte nas décadas de 40 e 50: utopia e
transgressão - Renato César José de Souza
A cena contemporânea - Heloísa Soares de Moura Costa, Maria Elisa
Baptista
Posfácio: perpassando memórias - Ivo Porto de Menezes
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